Aborto
"Pergunta 357 - Quais são, para o Espírito, as conseqüências do aborto?
─
Uma existência nula a recomeçar.
Pergunta 358 - O aborto provocado é um crime, qualquer que seja a época da
concepção?
─ Há sempre crime quando se
transgride a lei de Deus. A mãe, ou qualquer pessoa, cometerá sempre crime ao
tirar a vida à criança antes do seu nascimento, porque isso é impedir a alma de
passar pelas provas de que o corpo devia ser o instrumento.
Pergunta 359 - No caso em que a vida da mãe estivesse em perigo pelo nascimento
da criança, haveria crime em sacrificar a criança para salvar a mãe?
─ É preferível sacrificar o ser
que não existe a sacrificar o que existe". (1)
Depois de tecer várias notas sobre a importância da família e do relacionamento
entre os cônjuges, o Espírito Emmanuel anota:
"Habitualmente ─ nunca
sempre ─ somos nós mesmos quem planifica a formação da família, antes do
renascimento terrestre, com o amparo e a supervisão de instrutores beneméritos,
à maneira de casa que levantamos no mundo, com o apoio de arquitetos e técnicos
distintos.
Comumente chamamos a nós antigos
companheiros de aventuras infelizes, programando-lhes a volta em nosso convívio,
a prometer-lhes socorro e oportunidade, em que se lhes reedifique a esperança de
elevação e resgate, burilamento e melhoria.
Criamos projetos, aventamos
sugestões, articulamos providências e externamos votos respeitáveis,
englobando-nos com eles em salutares compromissos que, se observados, redundarão
em bênçãos substanciais para todo o grupo de corações a que se nos vincula a
existência. Se, porém, quando instalados na Terra, anestesiamos a consciência,
expulsando-os de nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto,
não lhe podemos prever as reações negativas e, então, muitos dos associados de
nossos erros de outras épocas, ontem convertidos, no Plano Espiritual, em amigos
potenciais, à custa das nossas promessas de compreensão e de auxílio, fazem-se
hoje ─ e isso ocorre em todas as comunidades da Terra ─ inimigos recalcados
que se nos entranham à vida íntima com tal expressão de desencanto e azedume
que, a rigor, nos infundem mais sofrimento e aflição que se estivessem conosco
em plena experiência física, na condição de filhos-problemas, impondo-nos
trabalho e inquietação.
Admitimos seja suficiente breve
meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos grandes
fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na
patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões". (2)
"A
mulher que assassina o filho indefeso na intimidade de si mesma, sob a alegação
de que é dona de seu corpo, usa um sofisma materialista. Nosso corpo é um
empréstimo de Deus para a jornada humana. Muito mais que direitos temos deveres
vinculados ao seu uso. O primeiro é preservá-lo, utilizando-o disciplinadamente,
com consciência de suas necessidades. O segundo é o de respeitar a vida gerada
dentro dele, em obediência aos desígnios divinos, porquanto ao Criador compete
decidir sobre os destinos da criatura". (3)